O Ministro da Cultura, Filipe Silvino de Pina Zau, destacou, no sábado (29), a importância da história para a aproximação de Angola com a sua diáspora afrodescendente e com o próprio país estadunidense.
Constatação apresentada no seu discurso oficial, aquando da cerimónia de inauguração das esculturas representativas de António e Isabela, originários do reino do Ndongo, com o filho ao colo, mais tarde, registado com o nome de William Tucker, após a chegada dos três, na condição de escravizados, a Portconfort, na actual cidade de Hampton, no Estado de Virgínia, em 1624.
Presentes, entre outros, a esta cerimónia: a governadora democrata do Estado de Virgínia, Abigail Spanberger; o Embaixador de Angola nos EUA, Agostinho Van-Dúnem e demais membros do Corpo Diplomático, bem como o corpo directivo da William Tucker 1624 Society.
Filipe Zau, em representação da Vice- Presidente da República, Esperança da Costa, salientou que, se estima, que cerca de 23 por cento dos africanos que saíram dos portos angolanos de Luanda, Benguela e Cabinda desembarcaram nos EUA. Referiu igualmente os esforços do Executivo angolano para a reconstrução da Mbanza do antigo Reino do Ndongo e Matamba e para a edificação do Memorial dos Ngola. Destacou igualmente o facto do Corredor do Kwanza já fazer parte da lista indicativa para Património Mundial da UNESCO.
Para Filipe Zau, "a cultura e a memória são as mais sólidas pontes entre as nações”, daí que, a história da Família Tucker é parte da História de Angola e também dos EUA.