O Ministério da Cultura, através da Direcção Nacional de Museus, reforça a aposta na qualificação dos profissionais do sector museológico nacional, com o início, no dia 26 de Setembro, no Museu Regional do Dundo, da segunda fase da Acção Formativa Nacional, uma iniciativa orientada para o fortalecimento das competências técnicas e científicas dos profissionais dos museus de Angola.
A formação, que decorre até 9 de Outubro, reúne profissionais provenientes das 21 províncias do país, entre conservadores, técnicos, arquivistas e gestores de museus, que participam numa capacitação intensiva sobre Gestão de Colecções Etnográficas e Colecções Documentais, áreas essenciais para a preservação, documentação, conservação e valorização do património cultural angolano.
Ao longo de duas semanas, os participantes aprofundam conhecimentos e partilham experiências sobre procedimentos e boas práticas de gestão museológica, com particular enfoque na documentação e organização dos acervos, conservação preventiva e valorização das colecções. A iniciativa procura, igualmente, contribuir para a uniformização de práticas técnicas nas instituições museológicas nacionais.
Mais do que uma acção de formação, a iniciativa representa um investimento estratégico no capital humano e na salvaguarda da memória colectiva de Angola, num momento em que os museus são chamados a desempenhar um papel cada vez mais relevante na educação, investigação, preservação da identidade e transmissão do património cultural às novas gerações.
A realização da formação no Museu Regional do Dundo assume, neste contexto, particular significado. Detentor de um importante acervo etnográfico e reconhecido pelo seu contributo para a preservação da cultura da região, o Museu do Dundo constitui um espaço de referência para a investigação, a formação e a valorização do património cultural nacional.
Com a continuidade desta aposta na formação especializada, o Ministério da Cultura reafirma o compromisso com o fortalecimento, a modernização e a valorização do sistema museológico nacional, promovendo profissionais mais preparados, acervos melhor preservados e instituições cada vez mais capazes de proteger, estudar e transmitir a história e a diversidade cultural de Angola.